terça-feira, outubro 30, 2007
Novela de rádio?
F1: acabou-se. Ano que vem tem mais?
Já deu pra decantar a final do campeonato. Apostei tudo no Hamilton e me dei mal. Tem montes de gente dizendo por aí que a recuperação milagrosa do Raikonnen foi parte da pena aplicada à McLaren (a parte não declarada). Concordo que é meio esquisito o cara ter sido um fenômeno por quinze GPs e, de repente, cometer erros estúpidos que levaram o título pelo ralo, mas prefiro não acreditar nesse nível de armação. Se acreditar, desisto de vez.
O importante é que foi o melhor campeonato dos últimos tempos, que os pilotos estão correndo mais riscos, que as corridas recuperaram alguma emoção.
Uma coisa que tem me incomodado é o excesso de regras e frescuras. Essa última da gasolina de não sei quem estar 1 ou 2 graus abaixo da temperatura regulamentar foi de lascar; a de ter de usar não sei quantos jogos de pneu nos treinos livre também é flórida. Como bem me disse o Saló, daqui a pouco ganha quem tiver mais matemáticos, físicos e químicos na equipe,
"Se a derivada da curva de temperatura dos pneus medida das 9 as 11:42 for maior ou igual a da curva de temperatura da pista medida das 7 às 12:35 o piloto terá de fazer 3 trocas de pneus durante a corrida na seguinte ordem: pneu duro, pneu ultra macio e depois pneu de chuva meio duro meio mole"
Agora me aparece uma regra que não sei quais partes do carro não vão poder evoluir por 10 anos. Tá bom. Um dos atrativos da F1 é justamente a inovação tecnológica, como é possível superar as restrições e fazer carros sempre mais velozes, como aconteceu quanto proibiram os motores turbo ou as minissaias. Agora, proibir a inovação...
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terça-feira, outubro 16, 2007
Playboy da Mônica Veloso
Não é tanta gente que tem uma amiga que saiu na Playboy. Ainda mais em uma das edições mais vendidas. Eu posso. A Carla emplacou inclusive com chamada na capa. Morram de inveja, de novo!
PS.: A relevância da presença da Carla na Playboy é muito maior do que a da tal Mônica, afinal, a gente compra essas revistas pelos artigos excelentes, não é mesmo?
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Neil Gaiman Invade o Cinema
Stardust: vimos ontem. A estória do livro está no filme, só que muito diferente. Ainda assim teve a aprovação de Neil Gaiman, segundo este artigo do Guardian (de autoria do próprio Gaiman). Mesmo diferente, o filme não perdeu a cara do escritor.
Gostei muito do livro, e acho Neil Gaiman um dos maiores escritores de língua inglesa, então sou absolutamente suspeito quando digo que gostei do filme. Ou, por conhecer bem a obra do cara e ter gostado do filme, posso ser uma referência absolutamente confiável. Ou nada disso, cada um tem a opinião que tem e pronto.
De qualquer forma, é bom ver o DeNiro fazendo algo que presta depois de se meter em várias furadas seguida, ver que Michelle Pfeiffer transformou-se numa bela senhora, e ainda é uma ótima atriz, e que essa menina Claire Danes tem muito futuro.
No mais, senti falta da luta do leão com o unicórnio, achei que algumas coisas acontecem depressa demais (sempre acho isso quando comparo filmes com os livros em que foram inspirados; no caso do Neil Gaiman, achei até quando comparei a série de tv com o livro inspirado nela - Neverwhere), e achei que o final do livro é, de certa forma, mais feliz que o do filme, apesar do artigo citado acima dizer o contrário.
Bão, agora é esperar as próximas do cara no cinema: Beowulf, em 30.11 (roteiro) com direção do Zemeckis, e Coraline em 2008, com direção do Henry Selick, aquele de Nightmare Before Christmas. Ah, e ainda o boato da adaptação de Death: the high cost of living, sem dúvida uma das melhores estórias do Sandman, que pode ter a mão do Gillermo del Toro...
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sexta-feira, outubro 12, 2007
Vida após a morte
Mas, em matéria de vida após a morte, vou bem, obrigado!
domingo, outubro 07, 2007
Tideland no Brasil
Finalmente Tideland vai aparecer por aqui, em DVD. Quem me explicar o quê Contraponto, título que recebeu cá pelo Pindorama, tem a ver com o filme ganha um xerox de uma foto do Umberto Eco. Valei-me Nossa Senhora da Semiótica.
Quem não sabe do quê se trata, pode ler um monte de bobagens que escrevi sobre o filme. Para os que tiverem preguiça de ler, digo que é um dos melhores do Terry Gilliam. I M P E R D Í V E L!
Tomara que a Flashstar não cometa nenhum crime contra o filme, como, por exemplo, lançá-lo em formato 4x3. Santa Genoveva do Widescreen que nos proteja!
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Vettel
Hamilton, na pisada na bola do ano, realizou o desejo do Galvão: deixou a decisão para o GP do Brasil. A rodada na entrada do pit em baixíssima velocidade botou no bolso todas as mancadas do Felipe Massa no ano. Pelo menos, não colocou a culpa na equipe.
sábado, outubro 06, 2007
Grindhouse parte 1: Death Proof

Dentro da proposta de reviver o clima das sessões duplas de cinemas baratos, Death Proof vai longe nos mínimos detalhes, tanto da qualidade dos filmes (com uma centena de erros de continuidade), quanto da qualidade das fitas (efeitos de edição que simulam danos, saltos na passagem de uma cena para outra, descontinuidade na trilha sonora...)
No geral é um filme péssimo de excelente qualidade, pura contradição cinematográfica. Trash dos mais vulgares, mas MUITOBÃO, a começar pelos diálogos do Tarantino, afiadíssimos, que colocam personagens falando como gente de verdade, sobre assuntos que fazem parte das conversas de gente de verdade (e cheio de piadinhas e citações que só atingem os iniciados).
Fotografado em película, com cores que lembram os anos '70, o filme ainda ressuscita algo que é uma delícia de assistir: perseguições com carros de verdade, dirigidos por gente de verdade. Depois de assistir o filme você vai ter certeza que, por enquanto, CGI não é páreo para bons dublês ao volante de bons V8.
Só pra fechar: tem muita gente fazendo graça pela Internet com as façanhas de Chuck Norris e Jack Bauer. Bão, perto de Zöe Bell, os dois não passam de mocinhas...
ZÖE é FODA!
