domingo, fevereiro 11, 2007

Filmes no final de semana

An American Haunting: Decepcionante. A estória de um famoso caso de assombração no século XIX deu num filme moroso, mal editado, episódico e sem ritmo. Nem Donald Sutherland e Sissi Spacek salvam. Se soubesse que o diretor era o responsável por Dungeons and Dragons, não tinha perdido meu tempo. Ah, isso nas mãos de um bom diretor...
Land of The Blind: mais ou menos calcado na estória dos cegos e do elefante (usei recentemente num post no verdade virtual), trata de ditadura, derrubada do poder, revolução, ditadura... num ciclo que confunde o povo e o próprio governo. Extremamente caricato, mas sério o bastante para defender a idéia de que os extremos, em qualquer ideologia, não levam a bons resultados.
Edmond: Baseado numa peça muito cruel de David Mamet, dirigido por Stuart Gordon (Re-Animator) é pesado até onde deu, e deixa um gosto amargo no final. William H. Macy matando a pau, como sempre, o resto do elenco em pontinhas. Muito esquisito, tem um quê de Depois de Horas e De Olhos bem Fechados, e lembra uma estória que Sam Spade conta em O Falcão Maltês. É o tipo de filme em que a gente vê muita coisa além do próprio. Da vontade de ver de novo. É só esperar a coragem aparecer.
The Notorious Bettie Page: Mostra como a Rainha Universal das Pin-Ups, símbolo sexual absoluto dos anos '50 se envolveu em fotos e filmes de S&M, sem nem saber do que se tratava, se vendo obrigada a abandonar a carreira no auge. Interessante como mostra de uma maneira bem convincente a ingenuidade da moça, e a dificuldade de lidar com os desdobramentos do caso. Triste, mas com um final relativamente positivo.

segunda-feira, fevereiro 05, 2007

Arch Enemy

Na minha infância acostumei-me a ver os velhos próximos dos 40 anos ouvirem Ray Conniff, Ivanildo Sax de Ouro, Kenny G, Richard Cleidermann e afins.
Sabadão estávamos lá: um bando de pré-quarentões levando o pescoço ao limite do esforço ao som do Arch Enemy. Nem tínhamos a desculpa de nostalgia, como no Slayer em Setembro, uma vez que os Suecos apareceram bem depois da nossa distante adolescência.
O que aconteceu conosco que não aconteceu com aqueles velhos de antigamente? Gosto de pensar que aprendemos que crescer não implica necessariamente em abandonar as coisas de que gostamos, substituindo-as por "coisas de adulto". Por outro lado, podemos é não ter crescido...

Heróis (Arch Enermy III)

O som no show não estava grandes coisas. Exatamente atrás da mesa de som, acompanhava o técnico torcendo os botões para lá e para cá, lutando para que ouvíssemos guitarras e voz ao mesmo tempo, e da forma mais agradável.
A todo tempo, apareciam uns garotos que cutucavam o técnico para dar dicas de como melhorar o som. Uma atitude heróica: deixavam de curtir o show da banda que idolatram para ensinar o pobre técnico como fazer seu trabalho.
Herói mesmo foi o técnico, que não destratou ou ignorou nenhum deles, e agradeceu a todos pela "dica".
Eu, muito mais mal educado, acabei humilhando um garoto, por pura falta de paciência. Fiquei velho. Metaleiro, mas velho!

Asterix de novo

Reclamei aqui, num passado recente, no timezinho picareta de dubladores que escalaram para Asterix e os Vikings. Depois de assistir ao desenho, descobri que não devia ter perdido meu tempo reclamando, e ainda bem que não desperdiçaram bons dubladores com essa picaretagem!

Mais Arch Enemy

Coisas que descobri vendo Arch Enemy ao vivo:
Angela (a loira do tchan do metal, segundo a Fernanda), tem metade da altura que aparenta nos videos;
Ela fala como gente normal, quando não canta;
Ela parece gente normal, e é até simpática, quando descansa das caretas e sorri;
A devoção dos jovens metaleiros à moça se deve muito mais à falta de concorrentes do gênero feminino no contexto metálico do que aos seus dotes físicos.

domingo, janeiro 28, 2007


Quinze anos e uma semana atrás eu estava no show do Living Coloür no Pacaembu. Eu provavelmente não deveria estar lá, uma vez que o Yuri podia chegar a qualquer momento. Mas ele resolveu me dar uma força, e segurou a onda por mais uma semana, pra dar tempo de ver o show e voltar tranqüilo e esperar o dia do plantão do médico. Bom, isso eu devo a ele até hoje.
Comemorar o aniversário do Yuri é sempre complicado, a turma dele quase sempre tá quase toda de férias. Mas ontem foi bem legal. Os amigos mais chegados tavam lá. Poucos mas importantes. Mais o Salim e a Fabiana, o Alex JMZ, a QK e o Jordache, os velhinhos que eu sei que o Yuri curte.
Muito Hardcore, Metal, o bolo coberto de bonequinhos mutilados... como qualquer festa de adolescente.
Nem o mala chapado de benzina que ninguém sabia quem era e ficou enchendo o saco a noite toda conseguiu avacalhar a festinha.
Como o Yuri mesmo disse, fazer quinze anos não traz nenhuma mudança significativa na vida da gente. A gente continua não podendo dirigir, continua não podendo ver os filmes que não podia, não pode votar... de qualquer forma, tem que comemorar!
Que ele continue a ser o cara que é, consciente, crítico, que melhore na responsabilidade e diminua a preguiça. E que carregue o metal no coração, na cabeça...
Parabéns Filhote!

terça-feira, janeiro 16, 2007

Pé (de chinelo) pelas mãos

É o fim da carreira de Rubinho Barrichello como candidato a ídolo esportivo do Brasil.

Eu estava lá em Hockenheim quando da primeira vitória dele. O que vi foi impressionante. Um cara que andou mais que todo mundo, sem pneus de chuva. No estádio era nítido que ele entrava mais rápido, freava muito depois, e acelerava antes. Deu um show, levantou a torcida, por mais que digam que foi pura sorte. Sorte sim, mas muito talento também.

O cara, apesar disso, insistiu em uma carreira sombreada na Ferrari, cheio de lamentações. Quando sai da Ferrari e tem a chance de mostrar todo o talento longe da forças ocultas que o seguraram esse tempo todo, não consegue chegar em Jenson Button.

O processo que pede a retirada de comunidades que o criticam no Orkut é a gota d'água. É jogar fora a chance de ser simpático com o público, de mostrar que está acima das críticas e que confia em seu talento, apelando para a truculência e a censura.

Que pena, cara. Torci muito por você. A partir de agora, deixo de prestar atenção no que quer que você faça.

quarta-feira, janeiro 10, 2007

Diamantes de Sangue

Filme totalmente no esquemão Hollywoodiano, mas que trata de um assunto que precisa de mais atenção: os diamantes africanos, que chegam até o ocidente à custa de muito sofrimento do povo e o esquema dos comerciantes de diamantes, para controlar os preços do mercado, estocando a maior parte da produção, mantendo uma idéia de escassez de diamantes.
Trabalho escravo, contrabando, guerra civil, tudo pra que dondocas ocidentais possam desfilar com pedrinhas brilhantes nos dedos, pescoços, orelhas, e outras partes do corpo não tão públicas. Muito tem se dito sobre as sweatshops asiáticas que produzem nossos Nikes e Reeboks, mas o caso dos diamantes não decola, não chama a atenção. Talvez porque os diamantes não façam parte da vida de tanta gente como os tênis. Uma fala bacana no filme, bem parecida com uma outra de Senhor das armas, diz que se não houvesse comprador para o diamante, nada daquilo estaria acontecendo. Pode ser...
O filme, como disse antes, não tem nada demais como filme. Bem feito, prende a atenção, não tem furos que envergonhem. Como disse a Alê, é bom que um filme sobre o assunto seja bem normal, de forma que possa atingir um público maior. Concordo. Afinal, a crítica Americana andou dizendo que "A fonte da vida" era incompreensível. "Diamantes de sangue" é bem fácil de entender!

Cinemark, lógico

Contrariando minha própria decisão de alguns meses atrás, voltei ao Cinemark hoje pra assistir um filme. Que mancada!
Como é de praxe, dezenas de pessoas passaram o filme todo falando ao celular, e outras dezenas conversando como se estivessem na praça de alimentação do shopping. Perguntei a um dos que insistiam no telefone se não havia ouvido o pedido, no início do filme, para desligar o celular, e ouvi como resposta "se está incomodado, vai embora". Fui, mas voltei com um funcionário do cinema, que não fez absolutamente nada. Quando saiu, o tal cara saca o celular e continua fazendo ligação atrás de ligação. Aumentei meu poder de concentração, e deixei pra lá.
Bom, o que faz uma pessoa pagar 15 reais pra ficar dentro de uma sala de cinema falando ao celular? Seria só pra incomodar quem quer ver o filme?
Cada dia mais acho que o mundo acabou mesmo naquele 26 de outubro...

terça-feira, janeiro 09, 2007

Telecom

Hoje entrei em contato com a Brasil Telecom para solicitar um serviço. Fui informado que o mesmo deveria ser solicitado pessoalmente em uma loja da empresa. Me informaram o endereço das três lojas (em uma cidade com 2 milhões de habitantes, três lojas são mais que suficientes, não é mesmo?), e escolhi a mais próxima da minha casa.
Chegando na loja, me informaram que já não faziam esse tipo de atendimento há três meses, que eu poderia solicitar o serviço em uma outra loja. O local onde fica a outra loja é de acesso mais difícil, tem sérios problemas de estacionamento nas proximidades...
Ainda dentro da loja, liguei para o atendimento da BrT e pedi que confirmassem onde poderia ser atendido, e o atendente me passou o endereço da loja em que eu estava. Ao informar que estava na loja, e que a mesma não fazia aquele tipo de atendimento a três meses, o atendente disse que eu deveria procurar outra loja. Foi aí que me alterei: o rapaz primeiro confirma que devo ir à loja que não me atendeu, depois diz que o atendimento só pode ser feito em outro lugar. E eu ainda pelo por essa porcaria de serviço.
Lembro que a TELEMIG era uma empresa que só usava tecnologia de ponta, tinha postos de atendimento espalhados por todo canto da cidade; a privatização foi realmente muito boa para o povo brasileiro.