segunda-feira, julho 28, 2008

A Outra

Vi um comentário positivíssimo sobre esse filme no "Ain't it cool news", e fiquei muito interessado: um sítio que geralmente trata de filmes de gênero, elogiando um filme de época.



Contando estória de Anne Boleyn (Ana Bolena), o filme deslumbra. Misturando estória e ficção, mostra como as irmãs Anne e Mary se prestaram a "servir à família", tornando-se amantes de Henry VIII, relação que mudou a história da Inglaterra, catalisando inclusive o rompimento com a Igreja Católica e a conseqüente criação da Igreja Anglicana. A trajetória das meninas, partindo da inocência absoluta e mergulhando na podridão da corte, infestada por corrupção desmedida e incontáveis conspirações é mostrada magistramente no filme.



Segundo o AICN é uma produção independente, de orçamento relativamente baixo. Se for isso mesmo (o Filme tem apoio da BBC), não se percebe nenhuma deficiência de granomática: a época é representada com um nível satisfatório de realismo.



Fico na dúvida também sobre o quão independente é um filme com Scarlet Johansson e Natalie Portman nos papéis principais.



Mas, ainda que tenha sido levado ao filme pelos motivos errados, valeu a pena.



Em tempo, para quem ainda não viu os filmes sobre Elizabeth I, esse vale como introdução.



Será que a expressão "orelhas de abano" veio de "Orelhas de Bana"?









terça-feira, julho 22, 2008

Morcegos me mordam!

Já estava encucado com minha rabugice. Depois do "Homem de Ferro", nenhum filme me agradou no cinema (e acabei de perceber que o post sobre o Homem de ferro está em branco).


Bão. "O Cavaleiro das Trevas".


Fiz o possível para não ler nada sobre o filme antes de assistir. Só vi um dos trailers. Evitei me envolver na histeria que rolou com a morte do Heath Ledger. Fui ver o filme no primeiro dia. Na primeira seção.


Difícil até de comentar. Juntaram uns atores que me agradam (Christian Bale, Gary Oldman, Morgan Freeman, Michael Caine), uma mocinha que não estava lá pela belezura (Maggie Gylenhall), uma estória que desconsiderou muita coisa da mitologia original (origem do Coringa - que não negou, mas não citou- a deformidade do Duas-Caras...), com um dos super-heróis que eu adoro (mais pelo talento dos autores recentes - últimos 20 anos é recente, não é?).


Tudo o que citei no parágrafo acima já teria resultado num filmaço: apesar dos desvios da mitologia original, a estória foi muito bem montada, e não parece ter desagradado os fãs (acho que muitos nem perceberam o que aconteceu, tamanha a empolgação). O efeito visual do filme, efeito geral, não apenas efeitos visuais, é impressionante. O som, positivamente ensurdecedor.


Mas aí, tem o Coringa. É simplesmente inacreditável o Coringa que o Heath Ledger encarnou. Como pode um cara ser tão cruel, violento, desprovido de compaixão e, ao mesmo tempo, tão engraçado. Cada segundo do Coringa na tela é uma pérola do humor-negro. Seus argumentos são tão sólidos e bem estruturados, que fica difícil não concordar com ele. É assustador. Pena que o garoto tenha perdido a conta dos remedios e passado lá pro mundo do grande nada. Quem é Jack Nicholson? (grande ator de fato, mas vamos lembrar dele por "Um estranho no ninho", "Melhor Impossível", "O iluminado", e esquecer o Coringa...)


O filme é longo, tem um clímax antes da hora, tem um clímax na hora certa, é daqueles que me fizeram sair suando do cinema. Nas duas vezes em que assisti.


Tem gente dizendo que é o "Cidadão Kane" dos filmes de super-herói. Prefiro dizer que o Batman do Nolan, é o que eu sempre quis ver. Com todo respeito ao Tim Burton, ele nunca entendeu o quê estava fazendo. Joel quem?



sábado, julho 19, 2008

A nova Ferrari do Massa

Depois do Espetáculo apresentado por Felipe Massa em Silverstone, a Ferrari já anunciou que está preparando um novo carro. A primeira foto já vazou:ferrariverde.jpg

quinta-feira, julho 03, 2008

O Rabugento 2

Fim dos tempos. Sou fã declarado e absoluto do Shyamalan. Tenho todos os filmes dele em casa, e os assisto com uma certa regularidade. Mas acho que nesse "Fim dos tempos" ele escorregou. O filme tem uma premissa fantástica, e parecia aterrorizante no trailer. Só que não me pegou. Faltou alguma coisa. Concordo de certa forma com o que o Harry Knowles do AICN escreveu , Shyamalan precisa estudar melhor as regras de suspense do Hitchcok.



O Rabugento

Vi o Hulk, e não sei se gostei. Muito calcado no seriado, que até gostei na época, mas depois decidi que era uma repetição de "Os Invasores" e "O fugitivo". Mesmo assim, gostei muito do Norton como Banner. Acho mesmo é que queria ele no primeiro filme. Achei os efeitos especiais meio capengas: em muitas cenas o Hulk parece estar fora do cenário...



quinta-feira, junho 12, 2008

Congressos

Participar de congressos é uma parada torta. No primeiro dia vejo tudo que há para ver. Depois ainda faltam dois dias de castigo. Come-se muito, bebe-se muito, anda-se muito, mas, na maior parte das vezes, o resultado é pequeno.


Muita gente querendo te vender o que você e sua empresa nunca vão usar. O que mais ouvi aqui foi falatório sobre inovação. Inovar é a ordem. Porém, muitos se esquecem de vincular a inovação a alguma vantagem para o cliente final. Muito se inova pela inovação pura e simplesmente.


Gostei muito de ouvir a Presidenta da empresa em que trabalho apontar o foco das ações da empresa para o cliente final, para o público. Gostei muito de ver a nossa VP de tecnologia tomar a linha de frente de um debate entre CIOs de vários bancos, e colocar nosso trabalho entre os melhores realizados no mercado atual. Temos muitas falhas e problemas, é verdade, mas estamos alcançando resultados bacanas em diversas áreas.


Vou aqui, também olhando para o meu pedaço, articulando umas mudanças que poderão aparecer para todo mundo em breve.


O trabalho não pára!




quarta-feira, maio 21, 2008

Indyyyyyyyyyy...

No lobby do cinema pra ver o Indy 4 em pré estréia.... Preciso achar um tempinho pra comentar os filmes que tenho assistido.


Continuo sobre o Indy depois do filme!



quinta-feira, março 20, 2008

Na natureza selvagem

Esse filme me deixou com a singela sensação de que me puxaram as tripas goela acima e me viraram do avesso.


A estória do cara que deixa tudo de lado e parte numa viagem Thoreauviana me deixou pensando nos objetivos que a gente coloca na vida (efeito semelhante ao que a música Junk do Paul McCartney me causa, só que muito mais intenso). Sem exagero, me tirou o sono.


O cenário mostra vários pontos do restinho de natureza que os norte-americanos não destruíram. Filme pra ver na tela grande.


A Trilha sonora do Eddie Veder encaixa perfeitamente no filme. Músicas simples e curtinhas.


Com ele, me dei conta também do quanto gosto dos filmes dirigidos pelo Sean Penn. Esse cara vai longe. Se bem que já foi longe.


É o tipo de filme que reforça minha descrença no Oscar e prêmios afins.



quinta-feira, março 13, 2008

Dave Stevens



Entrei no mundo dos quadrinhos pelos "GIBI" do meu pai, lendo Spirit e Agente X9. Rocketeer me trouxe de volta esse mundo.
Desenhista de mão cheia, argumentista de primeira, Dave Stevens foi um artista desses completos, como Will Eisner, ainda que não tenha atingido o mesmo sucesso.
Aos 52 anos foi vencido pelo câncer, e vai fazer falta.

sexta-feira, março 07, 2008

Autoimobilismo

Como a decadência do trânsito que vejo por todo lado tem me incomodado muito, comecei um blog novo, o autoimobilismo. Quem tiver paciência, e quiser compartilhar a minha dor, é só clicar.