Comentário sobre o "apagão aéreo" no Verdade Virtual. Link aqui pra quem não costuma ir lá...
quinta-feira, fevereiro 22, 2007
terça-feira, fevereiro 20, 2007
Pérolas do Ingrês
Usar termos em inglês é legal às pampas e mostra uma superioridade sobre os outros pobres mortais. Vi numa camiseta neste final de semana, e, infelizmente não consegui fotografar: um nome próprio em letras amarelas (não me lembro do nome) e em baixo, em letras brancas CARNIVAL BLOCK.
Se me contassem, eu também não acreditaria...
Se me contassem, eu também não acreditaria...
Eletricidade é energia limpa?
Li um artigo há uns dias sobre um cara que colocou em Londres uma frota de táxis com motor elétrico. Muito interessante. Os automóveis elétricos tem tido algum destaque na busca pela redução da poluição. Mas será isso mesmo? A maior parte da energia elétrica produzida na Europa vem de usinas nucleares e termoelétricas, ou seja, não é NADA LIMPA. Tendo isso em mente, na busca por reduzir a poluição deveríamos estar é procurando meios de reduzir o consumo de energia elétrica. E estamos fazendo justamente o oposto. Como eu disse antes, o estrago já está feito. As ações agora precisam ver sempre o longo prazo!
Les is More!
Depois de anos de garimpagem, completei a discografia do Les Claypool, exceto por algumas participações como convidado...
Eu conhecia muito do Primus, mas o Les é muito mais.
Nesse momento tô ouvindo Oysterhead, Les, Stewart Copeland e Trey Anastasio; simplesmente indescritível. Menos malabarsmos (com Les e Stewart não dá pra chamar de simples) e um groove incrível.
Ouvir esse tipo de música não só inspira como mostra que não se deve ter medo de nada quando a questão é compor. Ponha tudo que vier na telha e depois tire os excessos. Ou deixe tudo lá. Talvez a regra mais eficiente seja não ter regras. (que cliché!)
Eu conhecia muito do Primus, mas o Les é muito mais.
Nesse momento tô ouvindo Oysterhead, Les, Stewart Copeland e Trey Anastasio; simplesmente indescritível. Menos malabarsmos (com Les e Stewart não dá pra chamar de simples) e um groove incrível.
Ouvir esse tipo de música não só inspira como mostra que não se deve ter medo de nada quando a questão é compor. Ponha tudo que vier na telha e depois tire os excessos. Ou deixe tudo lá. Talvez a regra mais eficiente seja não ter regras. (que cliché!)
segunda-feira, fevereiro 19, 2007
Histeria? Histeria Sim!
Antes que me massacrem, explico.
Histeria sim! O estrago já está feito. nenhuma ação que tomemos hoje reduzirá o aquecimento no curto prazo. já fizemos o estrago. Estamos agindo irresponsavelmente há gerações. Agora não adianta arrancar os cabelos. As ações tem que ser planejadas, em grande escala, para resultados a longo prazo...
Histeria sim! O estrago já está feito. nenhuma ação que tomemos hoje reduzirá o aquecimento no curto prazo. já fizemos o estrago. Estamos agindo irresponsavelmente há gerações. Agora não adianta arrancar os cabelos. As ações tem que ser planejadas, em grande escala, para resultados a longo prazo...
Energia limpa
Nessa nova onda de histeria coletiva com relação ao aquecimento global, muito tem se falado em substituição dos combustíveis fósseis. A indústria automobilística brasileira deu um sério passo atrás com os motores flex.
A tecnologia de motores a etanol está madura e estável. O que faz, então, nossos célebres fabricantes de automóveis, adaptando os motores a álcool, reduzindo sua eficiência, para que possam funcionar também com gasolina?
Sim, reduzindo a eficiência. A adaptação foi basicamente reduzir a taxa de compressão do motor a álcool para que funcione a uma temperatura aceitável, quando queimando gasolina. Como resultado, há um aumento de consumo de combustível, e redução da potência. Enfim, consomem mais e andam menos, um resultado que vai na contramão da necessidade de se buscar motores cadavez mais eficientes. Há tecnologia que permite que a taxa de compressão do motor seja variável, mas não a um preço acessível. Ainda há um problema pouco divulgado: alguns níveis de mistura álcool/gasolina favorecem a separação da água, que fica depositada no fundo do tanque, prejudicando ou inviabilizando o funcionamento do motor.
A decadência do álcool como combustível, resultado da manipulação cruel do mercado pelos usineiros, pode ser uma explicação para o rumo que as coisas tomam. Mas sabotar uma tecnologia que poderia dar ao Brasil um destaque considerável na luta contra a poluição não me parece razoável.
A tecnologia de motores a etanol está madura e estável. O que faz, então, nossos célebres fabricantes de automóveis, adaptando os motores a álcool, reduzindo sua eficiência, para que possam funcionar também com gasolina?
Sim, reduzindo a eficiência. A adaptação foi basicamente reduzir a taxa de compressão do motor a álcool para que funcione a uma temperatura aceitável, quando queimando gasolina. Como resultado, há um aumento de consumo de combustível, e redução da potência. Enfim, consomem mais e andam menos, um resultado que vai na contramão da necessidade de se buscar motores cadavez mais eficientes. Há tecnologia que permite que a taxa de compressão do motor seja variável, mas não a um preço acessível. Ainda há um problema pouco divulgado: alguns níveis de mistura álcool/gasolina favorecem a separação da água, que fica depositada no fundo do tanque, prejudicando ou inviabilizando o funcionamento do motor.
A decadência do álcool como combustível, resultado da manipulação cruel do mercado pelos usineiros, pode ser uma explicação para o rumo que as coisas tomam. Mas sabotar uma tecnologia que poderia dar ao Brasil um destaque considerável na luta contra a poluição não me parece razoável.
domingo, fevereiro 11, 2007
Filmes no final de semana
An American Haunting: Decepcionante. A estória de um famoso caso de assombração no século XIX deu num filme moroso, mal editado, episódico e sem ritmo. Nem Donald Sutherland e Sissi Spacek salvam. Se soubesse que o diretor era o responsável por Dungeons and Dragons, não tinha perdido meu tempo. Ah, isso nas mãos de um bom diretor...
Land of The Blind: mais ou menos calcado na estória dos cegos e do elefante (usei recentemente num post no verdade virtual), trata de ditadura, derrubada do poder, revolução, ditadura... num ciclo que confunde o povo e o próprio governo. Extremamente caricato, mas sério o bastante para defender a idéia de que os extremos, em qualquer ideologia, não levam a bons resultados.
Edmond: Baseado numa peça muito cruel de David Mamet, dirigido por Stuart Gordon (Re-Animator) é pesado até onde deu, e deixa um gosto amargo no final. William H. Macy matando a pau, como sempre, o resto do elenco em pontinhas. Muito esquisito, tem um quê de Depois de Horas e De Olhos bem Fechados, e lembra uma estória que Sam Spade conta em O Falcão Maltês. É o tipo de filme em que a gente vê muita coisa além do próprio. Da vontade de ver de novo. É só esperar a coragem aparecer.
The Notorious Bettie Page: Mostra como a Rainha Universal das Pin-Ups, símbolo sexual absoluto dos anos '50 se envolveu em fotos e filmes de S&M, sem nem saber do que se tratava, se vendo obrigada a abandonar a carreira no auge. Interessante como mostra de uma maneira bem convincente a ingenuidade da moça, e a dificuldade de lidar com os desdobramentos do caso. Triste, mas com um final relativamente positivo.
Land of The Blind: mais ou menos calcado na estória dos cegos e do elefante (usei recentemente num post no verdade virtual), trata de ditadura, derrubada do poder, revolução, ditadura... num ciclo que confunde o povo e o próprio governo. Extremamente caricato, mas sério o bastante para defender a idéia de que os extremos, em qualquer ideologia, não levam a bons resultados.
Edmond: Baseado numa peça muito cruel de David Mamet, dirigido por Stuart Gordon (Re-Animator) é pesado até onde deu, e deixa um gosto amargo no final. William H. Macy matando a pau, como sempre, o resto do elenco em pontinhas. Muito esquisito, tem um quê de Depois de Horas e De Olhos bem Fechados, e lembra uma estória que Sam Spade conta em O Falcão Maltês. É o tipo de filme em que a gente vê muita coisa além do próprio. Da vontade de ver de novo. É só esperar a coragem aparecer.
The Notorious Bettie Page: Mostra como a Rainha Universal das Pin-Ups, símbolo sexual absoluto dos anos '50 se envolveu em fotos e filmes de S&M, sem nem saber do que se tratava, se vendo obrigada a abandonar a carreira no auge. Interessante como mostra de uma maneira bem convincente a ingenuidade da moça, e a dificuldade de lidar com os desdobramentos do caso. Triste, mas com um final relativamente positivo.
segunda-feira, fevereiro 05, 2007
Arch Enemy
Na minha infância acostumei-me a ver os velhos próximos dos 40 anos ouvirem Ray Conniff, Ivanildo Sax de Ouro, Kenny G, Richard Cleidermann e afins.
Sabadão estávamos lá: um bando de pré-quarentões levando o pescoço ao limite do esforço ao som do Arch Enemy. Nem tínhamos a desculpa de nostalgia, como no Slayer em Setembro, uma vez que os Suecos apareceram bem depois da nossa distante adolescência.
O que aconteceu conosco que não aconteceu com aqueles velhos de antigamente? Gosto de pensar que aprendemos que crescer não implica necessariamente em abandonar as coisas de que gostamos, substituindo-as por "coisas de adulto". Por outro lado, podemos é não ter crescido...
Sabadão estávamos lá: um bando de pré-quarentões levando o pescoço ao limite do esforço ao som do Arch Enemy. Nem tínhamos a desculpa de nostalgia, como no Slayer em Setembro, uma vez que os Suecos apareceram bem depois da nossa distante adolescência.
O que aconteceu conosco que não aconteceu com aqueles velhos de antigamente? Gosto de pensar que aprendemos que crescer não implica necessariamente em abandonar as coisas de que gostamos, substituindo-as por "coisas de adulto". Por outro lado, podemos é não ter crescido...
Heróis (Arch Enermy III)
O som no show não estava grandes coisas. Exatamente atrás da mesa de som, acompanhava o técnico torcendo os botões para lá e para cá, lutando para que ouvíssemos guitarras e voz ao mesmo tempo, e da forma mais agradável.
A todo tempo, apareciam uns garotos que cutucavam o técnico para dar dicas de como melhorar o som. Uma atitude heróica: deixavam de curtir o show da banda que idolatram para ensinar o pobre técnico como fazer seu trabalho.
Herói mesmo foi o técnico, que não destratou ou ignorou nenhum deles, e agradeceu a todos pela "dica".
Eu, muito mais mal educado, acabei humilhando um garoto, por pura falta de paciência. Fiquei velho. Metaleiro, mas velho!
A todo tempo, apareciam uns garotos que cutucavam o técnico para dar dicas de como melhorar o som. Uma atitude heróica: deixavam de curtir o show da banda que idolatram para ensinar o pobre técnico como fazer seu trabalho.
Herói mesmo foi o técnico, que não destratou ou ignorou nenhum deles, e agradeceu a todos pela "dica".
Eu, muito mais mal educado, acabei humilhando um garoto, por pura falta de paciência. Fiquei velho. Metaleiro, mas velho!
Asterix de novo
Reclamei aqui, num passado recente, no timezinho picareta de dubladores que escalaram para Asterix e os Vikings. Depois de assistir ao desenho, descobri que não devia ter perdido meu tempo reclamando, e ainda bem que não desperdiçaram bons dubladores com essa picaretagem!
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