Depois de anos de garimpagem, completei a discografia do Les Claypool, exceto por algumas participações como convidado...
Eu conhecia muito do Primus, mas o Les é muito mais.
Nesse momento tô ouvindo Oysterhead, Les, Stewart Copeland e Trey Anastasio; simplesmente indescritível. Menos malabarsmos (com Les e Stewart não dá pra chamar de simples) e um groove incrível.
Ouvir esse tipo de música não só inspira como mostra que não se deve ter medo de nada quando a questão é compor. Ponha tudo que vier na telha e depois tire os excessos. Ou deixe tudo lá. Talvez a regra mais eficiente seja não ter regras. (que cliché!)
terça-feira, fevereiro 20, 2007
segunda-feira, fevereiro 19, 2007
Histeria? Histeria Sim!
Antes que me massacrem, explico.
Histeria sim! O estrago já está feito. nenhuma ação que tomemos hoje reduzirá o aquecimento no curto prazo. já fizemos o estrago. Estamos agindo irresponsavelmente há gerações. Agora não adianta arrancar os cabelos. As ações tem que ser planejadas, em grande escala, para resultados a longo prazo...
Histeria sim! O estrago já está feito. nenhuma ação que tomemos hoje reduzirá o aquecimento no curto prazo. já fizemos o estrago. Estamos agindo irresponsavelmente há gerações. Agora não adianta arrancar os cabelos. As ações tem que ser planejadas, em grande escala, para resultados a longo prazo...
Energia limpa
Nessa nova onda de histeria coletiva com relação ao aquecimento global, muito tem se falado em substituição dos combustíveis fósseis. A indústria automobilística brasileira deu um sério passo atrás com os motores flex.
A tecnologia de motores a etanol está madura e estável. O que faz, então, nossos célebres fabricantes de automóveis, adaptando os motores a álcool, reduzindo sua eficiência, para que possam funcionar também com gasolina?
Sim, reduzindo a eficiência. A adaptação foi basicamente reduzir a taxa de compressão do motor a álcool para que funcione a uma temperatura aceitável, quando queimando gasolina. Como resultado, há um aumento de consumo de combustível, e redução da potência. Enfim, consomem mais e andam menos, um resultado que vai na contramão da necessidade de se buscar motores cadavez mais eficientes. Há tecnologia que permite que a taxa de compressão do motor seja variável, mas não a um preço acessível. Ainda há um problema pouco divulgado: alguns níveis de mistura álcool/gasolina favorecem a separação da água, que fica depositada no fundo do tanque, prejudicando ou inviabilizando o funcionamento do motor.
A decadência do álcool como combustível, resultado da manipulação cruel do mercado pelos usineiros, pode ser uma explicação para o rumo que as coisas tomam. Mas sabotar uma tecnologia que poderia dar ao Brasil um destaque considerável na luta contra a poluição não me parece razoável.
A tecnologia de motores a etanol está madura e estável. O que faz, então, nossos célebres fabricantes de automóveis, adaptando os motores a álcool, reduzindo sua eficiência, para que possam funcionar também com gasolina?
Sim, reduzindo a eficiência. A adaptação foi basicamente reduzir a taxa de compressão do motor a álcool para que funcione a uma temperatura aceitável, quando queimando gasolina. Como resultado, há um aumento de consumo de combustível, e redução da potência. Enfim, consomem mais e andam menos, um resultado que vai na contramão da necessidade de se buscar motores cadavez mais eficientes. Há tecnologia que permite que a taxa de compressão do motor seja variável, mas não a um preço acessível. Ainda há um problema pouco divulgado: alguns níveis de mistura álcool/gasolina favorecem a separação da água, que fica depositada no fundo do tanque, prejudicando ou inviabilizando o funcionamento do motor.
A decadência do álcool como combustível, resultado da manipulação cruel do mercado pelos usineiros, pode ser uma explicação para o rumo que as coisas tomam. Mas sabotar uma tecnologia que poderia dar ao Brasil um destaque considerável na luta contra a poluição não me parece razoável.
domingo, fevereiro 11, 2007
Filmes no final de semana
An American Haunting: Decepcionante. A estória de um famoso caso de assombração no século XIX deu num filme moroso, mal editado, episódico e sem ritmo. Nem Donald Sutherland e Sissi Spacek salvam. Se soubesse que o diretor era o responsável por Dungeons and Dragons, não tinha perdido meu tempo. Ah, isso nas mãos de um bom diretor...
Land of The Blind: mais ou menos calcado na estória dos cegos e do elefante (usei recentemente num post no verdade virtual), trata de ditadura, derrubada do poder, revolução, ditadura... num ciclo que confunde o povo e o próprio governo. Extremamente caricato, mas sério o bastante para defender a idéia de que os extremos, em qualquer ideologia, não levam a bons resultados.
Edmond: Baseado numa peça muito cruel de David Mamet, dirigido por Stuart Gordon (Re-Animator) é pesado até onde deu, e deixa um gosto amargo no final. William H. Macy matando a pau, como sempre, o resto do elenco em pontinhas. Muito esquisito, tem um quê de Depois de Horas e De Olhos bem Fechados, e lembra uma estória que Sam Spade conta em O Falcão Maltês. É o tipo de filme em que a gente vê muita coisa além do próprio. Da vontade de ver de novo. É só esperar a coragem aparecer.
The Notorious Bettie Page: Mostra como a Rainha Universal das Pin-Ups, símbolo sexual absoluto dos anos '50 se envolveu em fotos e filmes de S&M, sem nem saber do que se tratava, se vendo obrigada a abandonar a carreira no auge. Interessante como mostra de uma maneira bem convincente a ingenuidade da moça, e a dificuldade de lidar com os desdobramentos do caso. Triste, mas com um final relativamente positivo.
Land of The Blind: mais ou menos calcado na estória dos cegos e do elefante (usei recentemente num post no verdade virtual), trata de ditadura, derrubada do poder, revolução, ditadura... num ciclo que confunde o povo e o próprio governo. Extremamente caricato, mas sério o bastante para defender a idéia de que os extremos, em qualquer ideologia, não levam a bons resultados.
Edmond: Baseado numa peça muito cruel de David Mamet, dirigido por Stuart Gordon (Re-Animator) é pesado até onde deu, e deixa um gosto amargo no final. William H. Macy matando a pau, como sempre, o resto do elenco em pontinhas. Muito esquisito, tem um quê de Depois de Horas e De Olhos bem Fechados, e lembra uma estória que Sam Spade conta em O Falcão Maltês. É o tipo de filme em que a gente vê muita coisa além do próprio. Da vontade de ver de novo. É só esperar a coragem aparecer.
The Notorious Bettie Page: Mostra como a Rainha Universal das Pin-Ups, símbolo sexual absoluto dos anos '50 se envolveu em fotos e filmes de S&M, sem nem saber do que se tratava, se vendo obrigada a abandonar a carreira no auge. Interessante como mostra de uma maneira bem convincente a ingenuidade da moça, e a dificuldade de lidar com os desdobramentos do caso. Triste, mas com um final relativamente positivo.
segunda-feira, fevereiro 05, 2007
Arch Enemy
Na minha infância acostumei-me a ver os velhos próximos dos 40 anos ouvirem Ray Conniff, Ivanildo Sax de Ouro, Kenny G, Richard Cleidermann e afins.
Sabadão estávamos lá: um bando de pré-quarentões levando o pescoço ao limite do esforço ao som do Arch Enemy. Nem tínhamos a desculpa de nostalgia, como no Slayer em Setembro, uma vez que os Suecos apareceram bem depois da nossa distante adolescência.
O que aconteceu conosco que não aconteceu com aqueles velhos de antigamente? Gosto de pensar que aprendemos que crescer não implica necessariamente em abandonar as coisas de que gostamos, substituindo-as por "coisas de adulto". Por outro lado, podemos é não ter crescido...
Sabadão estávamos lá: um bando de pré-quarentões levando o pescoço ao limite do esforço ao som do Arch Enemy. Nem tínhamos a desculpa de nostalgia, como no Slayer em Setembro, uma vez que os Suecos apareceram bem depois da nossa distante adolescência.
O que aconteceu conosco que não aconteceu com aqueles velhos de antigamente? Gosto de pensar que aprendemos que crescer não implica necessariamente em abandonar as coisas de que gostamos, substituindo-as por "coisas de adulto". Por outro lado, podemos é não ter crescido...
Heróis (Arch Enermy III)
O som no show não estava grandes coisas. Exatamente atrás da mesa de som, acompanhava o técnico torcendo os botões para lá e para cá, lutando para que ouvíssemos guitarras e voz ao mesmo tempo, e da forma mais agradável.
A todo tempo, apareciam uns garotos que cutucavam o técnico para dar dicas de como melhorar o som. Uma atitude heróica: deixavam de curtir o show da banda que idolatram para ensinar o pobre técnico como fazer seu trabalho.
Herói mesmo foi o técnico, que não destratou ou ignorou nenhum deles, e agradeceu a todos pela "dica".
Eu, muito mais mal educado, acabei humilhando um garoto, por pura falta de paciência. Fiquei velho. Metaleiro, mas velho!
A todo tempo, apareciam uns garotos que cutucavam o técnico para dar dicas de como melhorar o som. Uma atitude heróica: deixavam de curtir o show da banda que idolatram para ensinar o pobre técnico como fazer seu trabalho.
Herói mesmo foi o técnico, que não destratou ou ignorou nenhum deles, e agradeceu a todos pela "dica".
Eu, muito mais mal educado, acabei humilhando um garoto, por pura falta de paciência. Fiquei velho. Metaleiro, mas velho!
Asterix de novo
Reclamei aqui, num passado recente, no timezinho picareta de dubladores que escalaram para Asterix e os Vikings. Depois de assistir ao desenho, descobri que não devia ter perdido meu tempo reclamando, e ainda bem que não desperdiçaram bons dubladores com essa picaretagem!
Mais Arch Enemy
Coisas que descobri vendo Arch Enemy ao vivo:
Angela (a loira do tchan do metal, segundo a Fernanda), tem metade da altura que aparenta nos videos;
Ela fala como gente normal, quando não canta;
Ela parece gente normal, e é até simpática, quando descansa das caretas e sorri;
A devoção dos jovens metaleiros à moça se deve muito mais à falta de concorrentes do gênero feminino no contexto metálico do que aos seus dotes físicos.
Angela (a loira do tchan do metal, segundo a Fernanda), tem metade da altura que aparenta nos videos;
Ela fala como gente normal, quando não canta;
Ela parece gente normal, e é até simpática, quando descansa das caretas e sorri;
A devoção dos jovens metaleiros à moça se deve muito mais à falta de concorrentes do gênero feminino no contexto metálico do que aos seus dotes físicos.
domingo, janeiro 28, 2007
Quinze anos e uma semana atrás eu estava no show do Living Coloür no Pacaembu. Eu provavelmente não deveria estar lá, uma vez que o Yuri podia chegar a qualquer momento. Mas ele resolveu me dar uma força, e segurou a onda por mais uma semana, pra dar tempo de ver o show e voltar tranqüilo e esperar o dia do plantão do médico. Bom, isso eu devo a ele até hoje.
Comemorar o aniversário do Yuri é sempre complicado, a turma dele quase sempre tá quase toda de férias. Mas ontem foi bem legal. Os amigos mais chegados tavam lá. Poucos mas importantes. Mais o Salim e a Fabiana, o Alex JMZ, a QK e o Jordache, os velhinhos que eu sei que o Yuri curte.
Muito Hardcore, Metal, o bolo coberto de bonequinhos mutilados... como qualquer festa de adolescente.
Nem o mala chapado de benzina que ninguém sabia quem era e ficou enchendo o saco a noite toda conseguiu avacalhar a festinha.
Como o Yuri mesmo disse, fazer quinze anos não traz nenhuma mudança significativa na vida da gente. A gente continua não podendo dirigir, continua não podendo ver os filmes que não podia, não pode votar... de qualquer forma, tem que comemorar!
Que ele continue a ser o cara que é, consciente, crítico, que melhore na responsabilidade e diminua a preguiça. E que carregue o metal no coração, na cabeça...
Parabéns Filhote!
terça-feira, janeiro 16, 2007
Pé (de chinelo) pelas mãos
É o fim da carreira de Rubinho Barrichello como candidato a ídolo esportivo do Brasil.
Eu estava lá em Hockenheim quando da primeira vitória dele. O que vi foi impressionante. Um cara que andou mais que todo mundo, sem pneus de chuva. No estádio era nítido que ele entrava mais rápido, freava muito depois, e acelerava antes. Deu um show, levantou a torcida, por mais que digam que foi pura sorte. Sorte sim, mas muito talento também.
O cara, apesar disso, insistiu em uma carreira sombreada na Ferrari, cheio de lamentações. Quando sai da Ferrari e tem a chance de mostrar todo o talento longe da forças ocultas que o seguraram esse tempo todo, não consegue chegar em Jenson Button.
O processo que pede a retirada de comunidades que o criticam no Orkut é a gota d'água. É jogar fora a chance de ser simpático com o público, de mostrar que está acima das críticas e que confia em seu talento, apelando para a truculência e a censura.
Que pena, cara. Torci muito por você. A partir de agora, deixo de prestar atenção no que quer que você faça.
Eu estava lá em Hockenheim quando da primeira vitória dele. O que vi foi impressionante. Um cara que andou mais que todo mundo, sem pneus de chuva. No estádio era nítido que ele entrava mais rápido, freava muito depois, e acelerava antes. Deu um show, levantou a torcida, por mais que digam que foi pura sorte. Sorte sim, mas muito talento também.
O cara, apesar disso, insistiu em uma carreira sombreada na Ferrari, cheio de lamentações. Quando sai da Ferrari e tem a chance de mostrar todo o talento longe da forças ocultas que o seguraram esse tempo todo, não consegue chegar em Jenson Button.
O processo que pede a retirada de comunidades que o criticam no Orkut é a gota d'água. É jogar fora a chance de ser simpático com o público, de mostrar que está acima das críticas e que confia em seu talento, apelando para a truculência e a censura.
Que pena, cara. Torci muito por você. A partir de agora, deixo de prestar atenção no que quer que você faça.
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