Lemos uma dica interessante em um site sobre como lidar com o TELEMARKETING sem grosserias, e, de certa forma, dando um recado por meio do custo. Quando recebemos uma telefonema de telamarketing, pedimas para esperar um pouco, e deixamos o telefone em um canto da casa até que o operador desista. Melhor que dizer umas verdades, ou desligar na cara. A ligação longa gera custo, e baixa a produtividade dos operadores.
Nesse momento, o banco Itaú está ali de molho, pela oitava vez nas últimas duas semanas. Será quanto tempo vão demorar para perceber a burrada?
sexta-feira, março 23, 2007
quarta-feira, março 21, 2007
Impressoras: lixo e mais lixo
O mercado comemora o aumento de vendas de impressoras no último ano.
Um aspecto interessante no mercado de impressoras é que, muitas vezes, é mais barato trocar a impressora do que trocar os cartuchos de tinta.
Comemorar? O troca-troca de impressoras só gera lixo e lucro para os fabricantes.
Um aspecto interessante no mercado de impressoras é que, muitas vezes, é mais barato trocar a impressora do que trocar os cartuchos de tinta.
Comemorar? O troca-troca de impressoras só gera lixo e lucro para os fabricantes.
segunda-feira, março 19, 2007
O homem duplo
Philip K. Dick escreveu uma pá de estórias supimpa. No entanto, muitas delas tratam, na essência de um mesmo tema: conflito de identidade. Seja o policial que não tem certeza se é humano, em "Do androids dream of electric sheep", seja o policial que não sabe se é o criminoso em "Minority Report", seja o cientista às voltas com seu clone em "The impostor", e a lista vai longe.
"O homem duplo" não foge ao esquema, com o policial disfarçado que recebe a missão de investigar o personagem que criou ao se integrar a uma quadrilha de criminosos. A adaptação para o cinema, pelas mãos de Richard Linklater é bem esquisita. Retornando ao visual pseudo-animação já utilizado em "Waking life", à primeira vista a esquisitice é flagrante. Segue com uma estória de ficção científica em um cenário absolutamente contemporâneo. Por fim, recheia o filme com diálogos completamente descabidos, mas que nem por isso deixam de ser absolutamente brilalhantes (a conclusão conspiratória a que chega o grupo, partindo da compra de uma bicicleta de 18 marchas usada por U$ 50 é uma pérola do nonsense).
Linklater é um cara esquisito. Ter no currículo filmes tão diferentes como "Antes do amanhecer" (talvez o filminho romântico mais legal da história), "Waking life" (chato de doer), "Escola de rock" e este "O homem duplo", merece crédito. Afinal, de diretores que ganham a vida fazendo o mesmo filme há milênios, já basta.
"O homem duplo" não foge ao esquema, com o policial disfarçado que recebe a missão de investigar o personagem que criou ao se integrar a uma quadrilha de criminosos. A adaptação para o cinema, pelas mãos de Richard Linklater é bem esquisita. Retornando ao visual pseudo-animação já utilizado em "Waking life", à primeira vista a esquisitice é flagrante. Segue com uma estória de ficção científica em um cenário absolutamente contemporâneo. Por fim, recheia o filme com diálogos completamente descabidos, mas que nem por isso deixam de ser absolutamente brilalhantes (a conclusão conspiratória a que chega o grupo, partindo da compra de uma bicicleta de 18 marchas usada por U$ 50 é uma pérola do nonsense).
Linklater é um cara esquisito. Ter no currículo filmes tão diferentes como "Antes do amanhecer" (talvez o filminho romântico mais legal da história), "Waking life" (chato de doer), "Escola de rock" e este "O homem duplo", merece crédito. Afinal, de diretores que ganham a vida fazendo o mesmo filme há milênios, já basta.
sábado, março 17, 2007
The Devils
Há uns três anos ouvi dizer que alguém, chafurdando nos arquivos da Warner tinha encontrado as seqüências perdidas de "The Devils", de Ken Russel, cortado em pedacinhos pela censura em 1971, e que um projeto de restauração estava em andamento. A chance de ver um dos filmes mais polêmicos da história do cinema como deveria ter sido me deixou extremamente ansioso.
Ano passado fiquei sabendo que o trabalho de restauração estava pronta, e que, assim que resolvidas algumas questões legais, o DVD estava a caminho.
Bom, as questões legais ainda estão pendentes, mas já consegui ver o filme.
Antes de mais nada, fui reler "Os demônios de Loudun" (Aldous Huxley), que relata o caso de possessão demoníaca coletiva no Convento das irmãs Ursulinas em Loudun, França, no século XVII, um livro que todo mundo deveria ler.
O filme é todo anos '70, com um tom de deboche muito forte e cenários irreais de tão brancos. Tira um pouco do impacto, mas a estória é muito boa, e segura o filme. Oliver Reed e Vanessa Redgrave mostram porque ocupam a posição que ocupam no cinema. Tendo em mente que é um filme datado, quando aparecer, vale a pena ver!
Ano passado fiquei sabendo que o trabalho de restauração estava pronta, e que, assim que resolvidas algumas questões legais, o DVD estava a caminho.
Bom, as questões legais ainda estão pendentes, mas já consegui ver o filme.
Antes de mais nada, fui reler "Os demônios de Loudun" (Aldous Huxley), que relata o caso de possessão demoníaca coletiva no Convento das irmãs Ursulinas em Loudun, França, no século XVII, um livro que todo mundo deveria ler.
O filme é todo anos '70, com um tom de deboche muito forte e cenários irreais de tão brancos. Tira um pouco do impacto, mas a estória é muito boa, e segura o filme. Oliver Reed e Vanessa Redgrave mostram porque ocupam a posição que ocupam no cinema. Tendo em mente que é um filme datado, quando aparecer, vale a pena ver!
Miss Sunshine x Tideland
O fato de existirem mentes tão pervertidas a ponto de colocarem menininhas tão simpáticas em situações tão esdrúxulas é certamente o sinal do fim do mundo. Tanto Olive quanto Jeliza Rose comem o pão que o diabo amassou. E não se abalam. Olive com sua surpreendente (e convincente) maturidade, capaz de encarar o tio homossexual-suicida, o irmão maníaco, o pai obcecado com auto-ajuda ou o avô viciado. Jeliza Rose com sua imaginação prodigiosa, apoiada em suas quatro amigas imaginárias (verdadeiras amigas-cabeça), e no total abandono em que vive, consegue aceitar o vício do pai, para o qual ela, inclusive, provê toda a logística.
Se "... Miss Sunshine" é um filme leve, com uma mensagem positiva, apesar da tragédia, "Tideland" é uma pedrada, que só se torna assistível pelo clima onírico que Terry Gilliam impõe ao filme (ninguém, além dele seria capaz de contar esta estória). Se em um cresce a esperança, no outro cresce o desespero.
Pobres menininhas...
Se "... Miss Sunshine" é um filme leve, com uma mensagem positiva, apesar da tragédia, "Tideland" é uma pedrada, que só se torna assistível pelo clima onírico que Terry Gilliam impõe ao filme (ninguém, além dele seria capaz de contar esta estória). Se em um cresce a esperança, no outro cresce o desespero.
Pobres menininhas...
segunda-feira, março 05, 2007
Mais sobre o mercado musical
Li uma coisa interessante hoje: será que a queda de qualidade da música comercial não seria, junto com a pirataria, uma das causas da queda de faturamento das gravadoras nos últimos 6 anos?
Longe de querer levantar uma bandeira nostálgica de "antigamente era melhor", mas a fórmula de promoção massificante de celebridades musicais (não são músicos, são?) pode estar se esgotando. Um CD é um bem durável e, ultimamente, dura muito mais que as músicas que contém. A roda-viva da descartabilidade musical gira cada vez mais rápida.
A voracidade do direito autoral, que já ciritquei aqui mesmo, pode ser a conseqüência dessa descartabilidade: o "artista" vê aquela como sua única chance; semana que vêm, já estará esquecido...
Longe de querer levantar uma bandeira nostálgica de "antigamente era melhor", mas a fórmula de promoção massificante de celebridades musicais (não são músicos, são?) pode estar se esgotando. Um CD é um bem durável e, ultimamente, dura muito mais que as músicas que contém. A roda-viva da descartabilidade musical gira cada vez mais rápida.
A voracidade do direito autoral, que já ciritquei aqui mesmo, pode ser a conseqüência dessa descartabilidade: o "artista" vê aquela como sua única chance; semana que vêm, já estará esquecido...
quarta-feira, fevereiro 28, 2007
Scorsese e seu Oscar
Depois de muito tentar formatar seus filmes ao gosto da academia (Gangues de Nova Iorque e O Aviador), Scoresese volta ao tema que conhece melhor, o submundo urbano, e é finalmente premiado. Talvez por medo dos acadêmicos que ele continuasse a fazer filmes insossos. Fantásticos tecnicamente, mas insossos.
Saí do cinema depois de "Infiltrados" com certeza de que o prêmio era dele. Não foi meu filme favorito no ano, perdendo na minha preferência pra "O labirinto do fauno" e "Filhos da esperança", mas foi certamente um dos melhores. Não é nem de longe o melhor do Scorsese. Mas depois de derrotas inexplicáveis com "A última tentação de Cristo", "Touro Indomável" e "Bons companheiros", foi um prêmio mais que merecido.
Saí do cinema depois de "Infiltrados" com certeza de que o prêmio era dele. Não foi meu filme favorito no ano, perdendo na minha preferência pra "O labirinto do fauno" e "Filhos da esperança", mas foi certamente um dos melhores. Não é nem de longe o melhor do Scorsese. Mas depois de derrotas inexplicáveis com "A última tentação de Cristo", "Touro Indomável" e "Bons companheiros", foi um prêmio mais que merecido.
Ectofagia
O Ecto ontem sumiu com meus posts sobre Scorsese e Police. Vou escrever de novo, e, quem sabe, ter um resultado melhor...
quinta-feira, fevereiro 22, 2007
O faturamento das gravadoras e a pirataria
Dia desses um artigo do jornal inglês The Guardian anunciava a queda de faturamento da EMI. Como principal causa, apontavam uma queda de 23% nas vendas de CDs no último ano.
Conversando em casa, nos lembramos de várias coisas:
- Antigamente (antes do CD) as pessoas não tinham grandes quantidades de LPs em casa; eram raras as pessoas que tinham uma coleção de 50 LPs; hoje, ter mais de 100 CDs em casa é normal, ou seja, as gravadoras nunca venderam tanto.
- Na década de 90, os CDs eram vendido por preços próximos de R$ 10; era comum eu sair das Lojas Americanas com mais de 10 CDs debaixo do braço; comprava mais de 100 CDs por ano. Hoje, com a base de consumidores absurdamente ampliada, com os níveis de produção em níveis nunca mais vistos, o preço médio de um CD chega próximo de R$ 30. Vi na Amazon os CDs do Led Zeppelin, lançados há mais de 30 anos, sendo vendidos por US$ 15. Por quê, apesar da ampliação do mercado, os preços subiram tanto? Ano passado, comprei 5 CDs.
- A maioria das músicas que ouvíamos eram gravadas de LPs de amigos em fitas cassete, e não éramos chamados de criminosos por isso.
Me espanta muito que, apesar da queda nas vendas, nenhuma gravadora tenha pensado em reduzir os preços. Coloquem o CD à venda por R$ 10, e quem vai comprar pirataria por R$ 5?
Voltando ao que disse, sobre as gravações de discos de amigos, no meu dicionário isso não é pirataria, sempre fizemos isso. Esse negócio de direitos autorais está fora de proporção.
Conversando em casa, nos lembramos de várias coisas:
- Antigamente (antes do CD) as pessoas não tinham grandes quantidades de LPs em casa; eram raras as pessoas que tinham uma coleção de 50 LPs; hoje, ter mais de 100 CDs em casa é normal, ou seja, as gravadoras nunca venderam tanto.
- Na década de 90, os CDs eram vendido por preços próximos de R$ 10; era comum eu sair das Lojas Americanas com mais de 10 CDs debaixo do braço; comprava mais de 100 CDs por ano. Hoje, com a base de consumidores absurdamente ampliada, com os níveis de produção em níveis nunca mais vistos, o preço médio de um CD chega próximo de R$ 30. Vi na Amazon os CDs do Led Zeppelin, lançados há mais de 30 anos, sendo vendidos por US$ 15. Por quê, apesar da ampliação do mercado, os preços subiram tanto? Ano passado, comprei 5 CDs.
- A maioria das músicas que ouvíamos eram gravadas de LPs de amigos em fitas cassete, e não éramos chamados de criminosos por isso.
Me espanta muito que, apesar da queda nas vendas, nenhuma gravadora tenha pensado em reduzir os preços. Coloquem o CD à venda por R$ 10, e quem vai comprar pirataria por R$ 5?
Voltando ao que disse, sobre as gravações de discos de amigos, no meu dicionário isso não é pirataria, sempre fizemos isso. Esse negócio de direitos autorais está fora de proporção.
Apagão aéreo
Comentário sobre o "apagão aéreo" no Verdade Virtual. Link aqui pra quem não costuma ir lá...
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