segunda-feira, outubro 01, 2007

Lewis Hamilton: Fórmula 1 de laboratório

Andei lendo uns comentários em BLOGs por aí descendo o malho no garoto. Um argumento que foi repetido à exaustão é que ele será o primeiro campeão "produzido em laboratório".
A pergunta é: o quão prejudicial ao esporte é a utilização de toda tecnologia disponível na preparação do piloto? O sujeito passou por um caminhão de categorias do automobilismo antes de sentar ao volante da McLaren. Não vejo como o mérito do garoto é menor se o treinamento envolve outros meios que não os ditos "tradicionais". Houve coisa semelhante quando os atletas começaram a utilizar equipamentos de musculação, não houve? E os programas de exercícios direcionados, especializados e individualizados? Ah, mas no tempo dos gladiadores não era assim. É verdade, e que bom que as coisas evoluíram. Devemos mesmo condenar a utilização de ferramentas eletrônicas para auxiliar no condicionamento dos reflexos do piloto?
O resultado que tenho visto nas pistas tem me agradado muito. O garoto é arrojado, e tem investido em manobras que há muito não víamos no tédio que era a F1. E melhor que isso, parece estar inspirando outros pilotos a se arriscarem mais. Repito que o campeonato deste ano tem sido o melhor dos ultimos tempos. Prefiro que continue assim.
Acho que o que diminui o valor do esporte é toda a parafernália tecnológica embarcada nos carros que reduz em muito a exigência de talento do piloto. É emocionante ouvir Jack Stewart contando como correu um GP de Mônaco sem embreagem, mudando as marchas no tempo, e vencendo. Eram outros tempos, que já passaram. a realidade hoje é outra. Confesso que me irritam as justificativas de que fulano não esteve tão bem em determinada corrida porque os pneus estavam 1,5 graus abaixo da temperatura ideal, porque as ondulações (quase imperceptíveis) no asfalto prejudicaram a pressão aerodinâmica... mas é a realidade da F1 hoje. Pode até aparecer uma categoria no automobilismo que exija os carros como eram no passado, mas até lá...

sábado, setembro 29, 2007

Paranormalidade esportiva...

Prevejo que Hamilton vai ficar na pole, com 1m25,368... A globo só vai mostrar isso daqui a 11 minutos

F1

vejo o Hamilton terminando o Q2 em primeiro, 1min24,753. Sou vidente...

Furo!

Estou com meus poderes paranormais afiadíssimos, e vou publicar os resultados do treino de formula 1 cerca de 11 minutos antes da REDEBLOBO! O Oráculo de Delfos hoje sou eu!

sábado, setembro 22, 2007

F1: Boato

Fernando Alonso na Ferrari, no lugar de Felipe Massa, que iria para a Toyota.
Galvão, o oráculo de Delfos, vem nos massacrando com a idéia que Jean Todt é perdido de amores por Felipe Massa, que o leva para jantar todos os dias, que o coloca na cama, acerta o cobertor e dá beijinho de boa noite... imagina se acontece mesmo essa mudança...

sexta-feira, setembro 21, 2007

Coerência, ou falta dela...

Quando do acidente com o vôo da TAM, a imprensa protestou montes contra as condições de utilização do aeroporto de Congonhas, posição com a qual sempre concordei: morei lá perto, e digo que, em 1982, a coisa já era feia.
Agora, quando são apresentadas as medidas que reduzem a quantidade de vôos em no aeroporto, e que proíbem a utilização como concentrador de conexões, a imprensa diz que tais medidas só prejudicarão os pasageiros.
A imprensa já definiu sua posição no caso Congonhas: é contra o que quer que seja feito!

quarta-feira, setembro 19, 2007

Eu e o Renan

Acho que estou sendo mal interpretado, então vamos tentar esclarecer:
Não defendo o senador Renan Calheiros, não votei nele, não gostei quando foi eleito presidente do senado, não gosto da história política dele, não acho que em toda sua vida política tenha feito nada de relevante pelo Brasil, não acho que ele é inocente do que quer que seja, desconfio de tudo que ele tem apresentado nessa presepada toda.
O que digo e continuarei dizendo é que não podemos viver em clima de caça às bruxas. Todos sabemos o que foi o macartismo, faz pouquíssimo tempo. Se há indícios de que algo está errado, então que se investigue e que se julgue e aí sim, que se condene. Vamos cobrar a investigação do caso Renan, do caso do mensalão, do "mensalão mineiro" (que envolve quase 160 políticos de todos os partidos mas que tem muito menos exposição do que os outros citados); vamos cobrar dos ministros do STF que não soltem aqueles cuja investigação da polícia federal já reuniu provas (não indícios) de terem cometido crimes. Vamos cobrar a ética de todos os partidos, tendências, classes sociais, cores, credos, e opções afins. Vamos manter os olhos abertos em todas as direções.
Estamos vivendo um momento em que estas cobranças podem correr abertamente, em que as denúncias estão vindo à tona, em que a polícia federal e a justiça estão agindo indistintamente. Um momento em que o presidente da república foi condenado a pagar uma indenização por difamação, condenação confirmada por um ministro do STF que ele mesmo acabara de nomear. Um momento em que peixes grandes como aquele traficante preso em São Paulo estão caindo.
Vamos gritar para que estas ações continuem e que os processos contra os supostos criminosos sejam levados até o fim.
Nunca antes na história desse país se viu tanta corrupção, mas só porque ela estava escondida debaixo do tapete, nada disso foi inventado agora, não sejamos ingênuos. Mas vamos aproveitar que os donos do poder aparentemente perderam o controle sobre ações da lei, e exigir que continue assim.
E, acima de tudo, não vamos brigar por isso...


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segunda-feira, setembro 17, 2007

Verdade Virtual: Dê uma olhada lá!

Mais sobre licitações, presidente do senado e indignação seletiva no Verdade Virtual. Entrem, leiam e comentem antes que o prbre do blog morra de inanição...

Indignação seletiva

Salvatore Cacciola foi encontrado em Mônaco. O distinto senhor, acusado de ter participado de um dos maiores golpes contra a aconomia nacional estava em liberdade por obra de um dos ministros do nosso STF, o Meritíssimo Marco Antônio de Mello. Espero que a indignação pública contra este senhor se mostre nos mesmos níveis que temos visto recentemente em escândalos de impacto muito menor.

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Licitações públicas

O Gordo colocou um comentário no meu post sobre o Renan que vale a pena transformar em outro post.
As irregularidades em processos licitatórios para órgãos públicos em geral é uma coisa muito séria. Enfrentei o problema de perto quando trabalhei vendendo material de engenharia, entre 1983 e 1989. É um problema antigo, existe desde que o Brasil é Brasil. Mas não podemos tentar ser os agentes da mudança que se mostra necessária? O quê será que podemos fazer a respeito?