domingo, janeiro 28, 2007


Quinze anos e uma semana atrás eu estava no show do Living Coloür no Pacaembu. Eu provavelmente não deveria estar lá, uma vez que o Yuri podia chegar a qualquer momento. Mas ele resolveu me dar uma força, e segurou a onda por mais uma semana, pra dar tempo de ver o show e voltar tranqüilo e esperar o dia do plantão do médico. Bom, isso eu devo a ele até hoje.
Comemorar o aniversário do Yuri é sempre complicado, a turma dele quase sempre tá quase toda de férias. Mas ontem foi bem legal. Os amigos mais chegados tavam lá. Poucos mas importantes. Mais o Salim e a Fabiana, o Alex JMZ, a QK e o Jordache, os velhinhos que eu sei que o Yuri curte.
Muito Hardcore, Metal, o bolo coberto de bonequinhos mutilados... como qualquer festa de adolescente.
Nem o mala chapado de benzina que ninguém sabia quem era e ficou enchendo o saco a noite toda conseguiu avacalhar a festinha.
Como o Yuri mesmo disse, fazer quinze anos não traz nenhuma mudança significativa na vida da gente. A gente continua não podendo dirigir, continua não podendo ver os filmes que não podia, não pode votar... de qualquer forma, tem que comemorar!
Que ele continue a ser o cara que é, consciente, crítico, que melhore na responsabilidade e diminua a preguiça. E que carregue o metal no coração, na cabeça...
Parabéns Filhote!

terça-feira, janeiro 16, 2007

Pé (de chinelo) pelas mãos

É o fim da carreira de Rubinho Barrichello como candidato a ídolo esportivo do Brasil.

Eu estava lá em Hockenheim quando da primeira vitória dele. O que vi foi impressionante. Um cara que andou mais que todo mundo, sem pneus de chuva. No estádio era nítido que ele entrava mais rápido, freava muito depois, e acelerava antes. Deu um show, levantou a torcida, por mais que digam que foi pura sorte. Sorte sim, mas muito talento também.

O cara, apesar disso, insistiu em uma carreira sombreada na Ferrari, cheio de lamentações. Quando sai da Ferrari e tem a chance de mostrar todo o talento longe da forças ocultas que o seguraram esse tempo todo, não consegue chegar em Jenson Button.

O processo que pede a retirada de comunidades que o criticam no Orkut é a gota d'água. É jogar fora a chance de ser simpático com o público, de mostrar que está acima das críticas e que confia em seu talento, apelando para a truculência e a censura.

Que pena, cara. Torci muito por você. A partir de agora, deixo de prestar atenção no que quer que você faça.

quarta-feira, janeiro 10, 2007

Diamantes de Sangue

Filme totalmente no esquemão Hollywoodiano, mas que trata de um assunto que precisa de mais atenção: os diamantes africanos, que chegam até o ocidente à custa de muito sofrimento do povo e o esquema dos comerciantes de diamantes, para controlar os preços do mercado, estocando a maior parte da produção, mantendo uma idéia de escassez de diamantes.
Trabalho escravo, contrabando, guerra civil, tudo pra que dondocas ocidentais possam desfilar com pedrinhas brilhantes nos dedos, pescoços, orelhas, e outras partes do corpo não tão públicas. Muito tem se dito sobre as sweatshops asiáticas que produzem nossos Nikes e Reeboks, mas o caso dos diamantes não decola, não chama a atenção. Talvez porque os diamantes não façam parte da vida de tanta gente como os tênis. Uma fala bacana no filme, bem parecida com uma outra de Senhor das armas, diz que se não houvesse comprador para o diamante, nada daquilo estaria acontecendo. Pode ser...
O filme, como disse antes, não tem nada demais como filme. Bem feito, prende a atenção, não tem furos que envergonhem. Como disse a Alê, é bom que um filme sobre o assunto seja bem normal, de forma que possa atingir um público maior. Concordo. Afinal, a crítica Americana andou dizendo que "A fonte da vida" era incompreensível. "Diamantes de sangue" é bem fácil de entender!

Cinemark, lógico

Contrariando minha própria decisão de alguns meses atrás, voltei ao Cinemark hoje pra assistir um filme. Que mancada!
Como é de praxe, dezenas de pessoas passaram o filme todo falando ao celular, e outras dezenas conversando como se estivessem na praça de alimentação do shopping. Perguntei a um dos que insistiam no telefone se não havia ouvido o pedido, no início do filme, para desligar o celular, e ouvi como resposta "se está incomodado, vai embora". Fui, mas voltei com um funcionário do cinema, que não fez absolutamente nada. Quando saiu, o tal cara saca o celular e continua fazendo ligação atrás de ligação. Aumentei meu poder de concentração, e deixei pra lá.
Bom, o que faz uma pessoa pagar 15 reais pra ficar dentro de uma sala de cinema falando ao celular? Seria só pra incomodar quem quer ver o filme?
Cada dia mais acho que o mundo acabou mesmo naquele 26 de outubro...

terça-feira, janeiro 09, 2007

Telecom

Hoje entrei em contato com a Brasil Telecom para solicitar um serviço. Fui informado que o mesmo deveria ser solicitado pessoalmente em uma loja da empresa. Me informaram o endereço das três lojas (em uma cidade com 2 milhões de habitantes, três lojas são mais que suficientes, não é mesmo?), e escolhi a mais próxima da minha casa.
Chegando na loja, me informaram que já não faziam esse tipo de atendimento há três meses, que eu poderia solicitar o serviço em uma outra loja. O local onde fica a outra loja é de acesso mais difícil, tem sérios problemas de estacionamento nas proximidades...
Ainda dentro da loja, liguei para o atendimento da BrT e pedi que confirmassem onde poderia ser atendido, e o atendente me passou o endereço da loja em que eu estava. Ao informar que estava na loja, e que a mesma não fazia aquele tipo de atendimento a três meses, o atendente disse que eu deveria procurar outra loja. Foi aí que me alterei: o rapaz primeiro confirma que devo ir à loja que não me atendeu, depois diz que o atendimento só pode ser feito em outro lugar. E eu ainda pelo por essa porcaria de serviço.
Lembro que a TELEMIG era uma empresa que só usava tecnologia de ponta, tinha postos de atendimento espalhados por todo canto da cidade; a privatização foi realmente muito boa para o povo brasileiro.

É muito difícil

volto de férias, cheio de idéias, fico o final de semana sem acesso à internet, e sem suporte do meu provedor (como sempre). Quando o acesso volta, é tão lento que não consigo baixar meu email, muito menos postar o que quer que seja. Mas a paciência é uma virtude!

segunda-feira, dezembro 25, 2006

O mar não está para cão.


Pix foi à praia. Achou ótimo. Correu como uma maluca pela areia. Deslumbrou-se com o kite-surf. Descobriu o sabor das algas, da areia e de outras coisas não identificadas. Ficou ali maravilhada até descobrir que o mar era líquido. A reação do primeiro contato não se descreve em palavras, mas envolveu saltos e piruetas inexeqüíveis. Ainda resultou num técnica bem particular de correr para trás. Pena que não tinha filmadora pra registrar.

O novo Bond, de novo

Não gostei quando escolheram Daniel Craig pra substituir Pierce Brosnan. Curto James Bond desde antes de eu ser gente, e, pra mim, Brosnan tava pau a pau com sir Sean Connery. Mas, aparentemente, minha opinião não foi levada em conta na escolha.
Fomos ver o filme no dia da estréia, e não é que é bem supimpa. O personagem ficou muito diferente, não sei se por limitação do Daniel Craig, ou porque resolveram mudar mesmo, mas o filme é muito bem feito, e me segurou fácil até o fim. Até a Alê, que nunca gostou de 007, saiu falando bem.
Em tempo,  a perseguição na construção, com parcour e tudo, é das seqüências de ação mais empolgantes que eu já vi!

Filhos da esperança

Filhos da esperança. Não é um título que normalmente me levaria ao cinema, mas Alfonso Cuarón me fez gostar de Harry Potter.
Tá lá na tela um mundo podre, cheio de preconceitos e segregação social, terrorismo e intolerância, desigualdades mil... o fato de a humanidade estar impossibilitada de se reproduzir é um mero detalhe. O cenário é muito real e próximo do que estamos vivendo, e, possivelmente, nosso destino futuro, caso não comecemos a pensar diferente logo logo. Coisa de gente doida! (ou seja, nós mesmos). O único sinal de esperança é que as legítimas Havaianas, que não deformam, não soltam as tiras, e não têm cheiro, ainda estarão por aí após o fim do mundo.
Detalhe. Há pouco tempo, em Entrando numa fria maior ainda, vi minha sogra bem retratada na personagem de Barbra Streisand (se parecem até fisicamente). Em Filhos da esperança foi a vez do meu sogro, no personagem de Michael Caine. É a arte imitando a minha vida.

segunda-feira, dezembro 11, 2006

Aardman não é mais aquela?

Antes de mais nada sou fanzaço da Aardman desde sempre. Vi Wallace & Grommit pela primeira vez numa entrega do Oscar e pirei: como é que aqueles caras conseguiam fazer aquilo tudo com bonecos e massinha? É, no mínimo, impressionante. "Fuga das Galinhas", além de tudo que já tinha visto nos curtas do W&G, era uma refilmagem disfarçada de "Fugindo do Inferno", um filmaço daqueles que a gente nunca esquece. A glória definitiva vem com "A maldição do coelhosomem" (que conseguiram colocar o título oficial de "A batalha dos vegetais"; alguém viu alguma batalha no filme?). W&G na telona, em um longa que não perdeu o pique, como geralmente acontece quando transformam animações de formato curto em longa-metragem.
Flushed Away Small

E aí, "Por água abaixo". Pra começar, o stop-motion foi substituído por CGI, metade do charme foi embora (seria trauma resultante do incêndio no galpão da Aardman que queimou todos os bonecos que eles já tinham feito?). A estória é legal, mas longe de todos os supra-citados. O humor ficou muito no pastelão: muitos tombos e cabeçadas e coisas do gênero. A diversão mesmo fica por conta das incontáveis referências aos outros da Aardman, e a ícones culturais diversos. De nada adiantam a dublagem por Hugh Jackman e Kate Winslet, se as vozes originais não chegam até nós!
Em resumo, legal, mas podia ser melhor.
Reparei que o nome do Nick Park não aparece nos créditos, só o do Peter Lord. Quem sabe ainda há esperança quando Park aparecer de novo