domingo, outubro 22, 2006

Prove você que é inocente!

No Blog Contrapauta um texto interessante sobre as ONGs fiscalizadoras da mídia e a atitude da nossa grande imprensa nos processo de indenização aos proprietários da Escola Base, que em 1994 foram injustamente acusados em massa pela mídia jornalística brasileira de abusar sexualmente de crianças em idade pré-escolar; os envolvidos tiveram suas vidas destruídas, e os responsáveis, leia-se a indústria da mídia jornalística, vêm recorrendo seguidamente das decisões da justiça, quando desfavoráveis.
O texto mostra que a presunção de culpa aplicada pela nossa imprensa (atitude que contraria o artigo 11 da Declaração Universal dos Direitos do Homem) não começou hoje. Cuidado, a próxima vítima pode ser você!

Lucky # Slevin


O programa gerador de títulos aleatórios para filmes estrangeiros a serem lançados no Brasil resolveu batizar este de Xeque-Mate (se não for aleatório, o algoritmo deve ter uma coisa do tipo if prop="tabuleiro de xadrez" then title="Xeque-Mate"). Tenho a esperança de que um dia os filmes lançados aqui terão seus títulos adaptados por pessoas de carne e osso, dotadas de cérebro e que tenham assistido ao filme. (Discutindo aqui com a família, a Alê disse que podia ter sido pior: o título podia ter sido "O gato e o rato")
Seguindo uma linha Tarantino/Guy Richie, é um filme bacaninha, com uma direção de arte inspirada (apesar do excesso visual generalizado), diálogos divertidos e estória supimpa. Fica longe dos modelos que usou (os diretores citados anteriormente) e do Hitch, que era o mestre em contar estórias do "homem errado", mas, sem dúvida, vale o ingresso/locação.

De volta?

Depois de me deixar de molho por uma semana, parece que o Blogger voltou a funcionar. Vou tentar recuperar lá do fundão da minha cabeça as coisas que ia colocar aqui...

sábado, outubro 14, 2006

Adeus, Torrentleech

Depois de "lutar" contra todas as adversidades conectivas do mundo dos torrents, fui finalmente banido do torrentleech (depois de três semanas). Fiquei um pouco decepcionado, principalmente porque mantive compartilhados todos os arquivos que baixei de lá 24 horas por dia, e mesmo assim não consegui manter a relação download x upload ao meu favor. Acabei observando alguns aspectos interessantes:

- O Torrentleech mantém o registro dos arquivos que você compartilha, mas isso de nada vale na classificação do usuário, ou seja, se ninguém se interessar pelo que você mantém compartilhado, de nada adianta compartilhar um monte de coisas;

- Se você não se interessa pelos arquivos mais disputados, na crista da onda do download, vai se dar mal, porque arquivos mais antigos tem grande disponibilidade e são menos disputados, ou seja, você baixa rapidinho, mas ninguém copia de você, e aí, adeus rating;

-Se você não acessa o site com freqüência não vai saber que seu rating está baixo e que está na berlinda;

Mandei uma mensagem pra eles fazendo essas observações, que, provavelmente, não será lida.

Se alguém souber de uma outra comunidade de torrents que seja confiável e que tenha arquivos criptografados, agradeço um convite.

quinta-feira, outubro 12, 2006

Dália Negra


A obra do James Ellroy foi o tema da minha tese de mestrado. Brian DePalma é (será?) o cineasta de que mais gosto (minha videoteca que o diga!). Conclusão: Dália Negra seria um grande favorito ao posto de meu filme favorito favoritíssimo de todos os tempos. Eu mesmo pensei isso, e, confesso, esperei por isso. Até ver o filme. Decepção talvez seja muito forte para descrever minha reação, mas não fica longe disso. O filme é muito bem feito, técnica e esteticamente impecável, mas acho que faltou alguma coisa. O livro tem um clima pesado e obsessivo, que não passou para o filme. No livro, o sentimento de decadência da Los Angeles pós-guerra, em contraponto ao boom de desenvolvimento alardeado na época, permeia toda a trama e, de certa forma o assassinato de Elizabeth Short e o desmantelamento parcial do gigantesco sinal HOLYWOODLAND (evento que não é nem citado no filme) são marcos de um momento na história em que as coisas passaram a correr ladeira abaixo. O filme nem toca no assunto.
Adaptar Ellroy para o cinema é um trabalho ingrato. Tudo que ele escreve tem 500 personagens, dezenas de tramas e subtramas correndo em paralelo, e uma verborragia incontrolável. Peneirar a essência é muito difícil, principalmente quando esta verborragia tem um impacto fundamental no leitor. É verdade que muitos dos diálogos foram transpostos ipsis literis, mas outros foram fortemente simplificados. Outra coisa que me incomodou foi a alteração de alguns eventos da trama. Na adaptação, muitas vezes é necessários condensar vários acontecimentos em uma só cena, ou fazer um personagem executar as ações de vários outros, para acelerar a trama. Mas criar um novo ambiente, uma nova situação em momento completamente diverso para um evento-chave na trama é injustificável. Chegar a uma solução como que por mágica, também não me agrada. Diz a lenda que o corte original do filme tinha mais de três horas. Quem sabe no DVD...
Dália Negra é um bom filme, mas não é um grande filme, e, possivelmente, não vai agradar os admiradores de James Ellroy. Como li por aí, talvez David Fincher não devesse ter abandonado o projeto...

segunda-feira, outubro 09, 2006

Sai Plutão, entra...


Foi anunciada hoje, no 38th Annual Division of Planetary Sciences Meeting em Pasadena, California, a existência de um planeta orbitando a estrela Epsilon-Eridani. É um momento a ser lembrado. Daqui pra frente, tudo vai ser diferente...
A descoberta deve muito às imagens captadas pelo telescópio Hubble (êta negós bacana, sô!)

quarta-feira, outubro 04, 2006

Here they come... here they come...

PRIMUS. Tiveram um papel importantíssimo na minha vida. Entre outras coisas me mostraram a complexidade da mente feminina. Explico: foi no show do Faith no More, na semana em que o Gordo tinha acabado de arrumar o Sailing in the seas of cheese; estávamos como que possuídos pelo espírito de Les, Larry e Tim; usamos todos os momentos de pausa sonora entoando o chorus de Here come the bastards; Minha adorável esposa, com sua adorável e enorme barriga que continha nosso adorável e ainda não nascido filho, chegou ao final da noite à beira da histeria, do tipo "PELAMORDEDEUSPAREMDECANTARESSAMERDA!"; meses depois cedeu aos encantos rítmicos do PRIMUS, e virou uma tremenda fã! Obviamente, Yuri já nasceu fã de PRIMUS. Essa música que definimos aqui como "o som mais estranho que te faz pular" (ou seja, mais estranho que isso, nem música deve ser...) é unanimidade aqui em casa. Ouvir PRIMUS é uma das atividades absolutamente familiares que temos em nosso currículo (se uns colegas daqui souberem disso, provavelmente param de vir aqui em casa!).
Esse DVD, obviamente, já estava na minha lista de aquisições para um futuro próximo. Aí vem meu primo-quase-irmão Marcelo e me manda o DVD. Depois me cobram que não consigo executar o que planejo. Impossível, com esse tipo de influência externa.
Show de 2004, com a formação original (Les, Larry & Tim), com 2h35min, com uma breve seleção de músicas diversas e o Frizzle Fry completo, de cabo a rabo! Nunca tinha visto uma música completa do PRIMUS ao vivo, só fragmentos. Nem consegui acabar de assistir pra vir postar aqui. Provavelmente a baba no teclado vai trazer conseqüências desastrosas, mas não me segurei. Estou em estado de graça. Marcelão, ainda bem que cê tá em Vitória, senão ia levar um beijo na boca!
Obs.: Segundo a Alê, o Gordo está a cada dia mais parecido com o Les Claypool (cuidado, Soraya!)
Obs 2: ainda não acabou e continuo babando!
Obs 3: o som do Carruthers é de virar as tripas! pena que parece uma peça de mobília de casa de avó...

terça-feira, outubro 03, 2006

Os filmes que você não viu - O Gigante de Ferro


Ao acabar de assistir "O Gigante de Ferro" (Warner,1999), fiquei com a cabeça cheia de perguntas. Como é que pode um filme como esse ficar fora do circuito comercial? Logo do começo, percebe-se que esse não é um desenho animado qualquer: "O Gigante de Ferro" é um bom filme. Adaptado do livro de Ted Hughes (escritor, marido de Sylvia Plath), pelo genial diretor/roteirista Brad Bird (que hoje já tem em seu currículo o fantástico "Os Incríveis") o filme trata do velho tema do medo do desconhecido de uma forma criativa e agradável, com diálogos bem escritos e um visual surpreendente. Abrir mão dos números musicais, tão comuns à época nas animações de grandes estúdios Norte-Americanos foi um decisão acertada: lembro da incrível a sensação de passar oitenta minutos diante de uma animação de primeira sem ter que ouvir um número musical sequer. Não que não existam músicas no filme, mas elas estão inseridas em forma de trilha musical, como outros filmes, e não interpretadas pelos personagens. Falando em personagens, "O Gigante de Ferro" tem um grupo fantástico: o garoto, cheio de fantasias que ele vê se tornarem realidade; o artista, pioneiro na reciclagem (a estória se passa nos anos 50); o agente do governo, uma espécie de reflexo negativo do garoto, vendo seus medos se tornarem reais. Desenhados com traços agradáveis, levemente caricatos mas perfeitamente encaixados com o realismo da animação, os personagens permitem uma identificação do público: que garoto de dez anos não gostaria de um amigo de metal com trinta metros de altura (ah, Frankenstein Jr...)? A animação é primorosa, conseguindo uma fusão perfeita de animação convencional e CGI, num resultado muito superior a, por exemplo, "Titan A.E. " (Fox,2000). "O Gigante de Ferro" consegue aproveitar tudo que a tecnologia oferece sem colocar na tela imagens que gritem "ÊI, ESTAMOS USANDO O QUE HÁ DE MAIS MODERNO EM ANIMAÇÃO". A tecnologia empregada na realização do filme está antes a serviço da estória, e não o contrário, como estamos infelizmente vendo em tantos filmes produzidos recentemente (só pra citar um, "Dinossauro" da Disney nem se preocupou em criar uma estória, apenas copiou descaradamente a série "Em busca do Vale Encantado" de Don Bluth, e, ironia do destino, foi provavelmente uma das causas mais forte do fracasso de "Titan A.E.", do mesmo Bluth). "O Gigante de Ferro" não é um filme revolucionário, nem vai ser um marco na história do cinema, mas, certamente é um filme que muitos pais teriam prazer de assistir no cinema junto com seus filhos. Eu teria, se as distribuidoras tivessem me dado essa chance. Graças ao Criador pelo o DVD!

Boa noite, e boa sorte


Dentro do momento histórico em que estamos vivendo, "Boa noite e boa sorte", vem bem a calhar. Contando a história dos homens que tiveram a coragem de abrir os olhos dos cidadãos Americanos para os abusos do Senador McCarthy e sua caça às bruxas, o filme pode nos abrir os olhos para situações semelhantes que testemunhamos hoje, em que qualquer boato tem peso de prova na condenação de pessoas, seja pela imprensa, seja pelos políticos. É triste ver que, quarenta e sete anos depois do discurso proferido por Edward Murrow nos minutos finais do filme, optamos por deixar que a televisão, com todas as possibilidades maravilhosas que apresenta, seja apenas "uma caixa com fios e luzes".

domingo, outubro 01, 2006

Eleições

Na escola onde votamos, eram três seções. Quando chegamos, duas estavam absolutamente vazias, e uma com uma fila bem grande. Adivinhem qual era a nossa?

Tivemos alguma dificuldade em localizar nosso local de votação: algumas seções tiveram alteração de endereço, e, um documento meio confuso em pdf, que baixamos do TREDF, dava a entender que a nossa era uma delas. Na dúvida, descobrimos por telefone que não havíamos mudado.

A organização aqui no DF é que é nota 10: uma feira de automóveis usados nas ruas em volta da escola inviabilizou o acesso ao local na parte da manhã, o que provavelmente contribuiu para a fila que encontramos na hora dol almoço.

Incrível a quantidade de gente que vimos na rua fazendo todo tipo de propaganda eleitoral. Incrível a ausência de "autoridades" na rua recolhendo esse pessoal, como deveria ser...